sexta-feira, 25 de outubro de 2013

#04 - Assisti na Semana

A Hora do Acerto ( 2004 )



Para a gangue dos 5 tudo é um videogame: matar policiais, armar emboscadas e criar requintes de crueldade. Quem se torna vítima de suas armadilhas é o inspetor de polícia Wing (Jackie Chan) e todo o seu time de policiais que são brutalmente assassinados. Após a matança, um jovem novato cheio de energia é designado para ajudá-lo. Mas, a Gangue dos 5 volta a agir iniciando uma aventura cheia de ação e vingança.

Eu sou um grande admirador do trabalho do Jackie Chan. A história de vida dele me encanta e, percebemos, que tudo o que ele passou afeta diretamente a sua postura quanto artista. Ele se entrega. Ele faz rir. Isso já basta para o considerarmos um dos maiores atores de ação de todos os tempos.

Seguindo as características das lutas dele - usando brilhantemente o cenário em favor da coreografia - em "A Hora do Acerto", dirigido pelo seu parceiro de longa data Benny Chan, temos uma diferença crucial: Jackie Chan deixa o humor e se entrega à um drama denso.

Mortes acontecem, há o problema com bebidas, vício e obsessão. O próprio grupo de psicopatas é muito interessante. Agem pelo prazer de chamar atenção, visto que são ricos e precisam urgentemente ter o mundo em mãos, fazer dele o seu jogo. 

Cheio de reviravoltas, revelações impactantes e cenas de tirar o fôlego, esse filme me deu uma alegria enorme por sempre ter amado esse ator fenomenal e, ainda hoje, ver o seu crescimento como ator e, principalmente, como ser humano.

Nota 5/5

Cry Woman ( 2002 )


Desesperada para sustentar a família e ganhar dinheiro suficiente para tirar o marido da prisão, uma mulher torna-se uma carpideira profissional com um estilo incomum.

Dirigido e roteirizado pelo Bingjian Liu, esse filme chinês é poético. Poético pois mostra o drama de uma mulher e, através da sua jornada, vamos viajando pela cultura que, sem dúvida, é muito diferente da nossa. A "mulher que chora" em funerais é alvo de um estranhamento muito grande, e esse detalhe - não por acaso - vai ser extraído até a última cena, quando esta chora, finalmente, de verdade, em um funeral. Por conta da perda de alguém próximo. 

O problema do filme, ao meu ver, é o ritmo. Ele segue aquela vida e, lá pelos 40 minutos, se torna muito cansativo. Não tiraria o brilhantismo do filme se caso houvesse uma proposta bem definida. O problema é que ele se desenvolve aos poucos, revelando a sua intenção sem pressa. E isso me deixou com um pouco de sono. 

Compreendo - e acredito que deva ser - uma opção exclusiva do diretor. O que me faz chegar a conclusão que essa é uma opinião individual mas, mesmo assim, ainda vou levar alguns momentos comigo. Principalmente a cena final, citada acima.

Nota 2/5

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O sorriso que não está ali


Muitas pessoas tem a necessidade de sorrir para que, assim, possam se sentir agradáveis. Sorrir no sentido "mostrar" pois, em um mundo de falsidades, até mesmo o sorriso se tornou irreal. 
Essa capacidade complexa que, por sinal, só os humanos possuem é, hoje em dia, estruturado pela ideia do se dar bem com o meio. Veja, por exemplo, que muitos são dependentes de drogas para rir. 

Esse pensamento inicial me traz a pergunta que pretendo refletir nesse texto - mas jamais encontrar sua resposta - que seria: A sociedade nos impõe a felicidade?
Temos hoje, mais do que nunca, que fingir estar tudo bem. Um exemplo seria o clássico:

- "Tudo bem com você?"
- "Sim. Tudo ótimo, e você?"

Essa situação ocorre todos os dias. Seja com a família, colegas ou amigos, sempre terá que mentir sobre o que sente. Todos sabemos, mas nunca dizemos isso, que se respondermos "não, não estou bem e vou te contar o porquê" a outra pessoa conseguirá prestar atenção por uns 2 minutos e arrumará uma desculpa para sair de perto. E não é anormal, ou insensível da parte dela, ela está correta. Não somos obrigados a ouvir um "desconhecido" falar dos seus problemas, cada um já tem o seu para resolver! Certo?


E quando, por algum motivo, o não estar bem levanta preconceitos para com o meio? Por que as pessoas não conseguem entender que todos temos nossos dias ruins? E, mais ainda, por que temos que fingir ser algo que não somos? Quem inventou essa regra?

Minha única especialidade é pensar sobre coisas que não chegam a lugar nenhum. Isso não me faz um idiota, nem um inútil. As pessoas precisam pensar em algo que não tem resposta, pelo simples fato de que nos esquecemos de tentar entender o motivo das coisas. Pensar nos leva ao sorrir por dentro ou, também conhecido, como: Meu cérebro está sorrindo.

Sorrir por dentro, essa expressão bem simplista, não significa não se mostrar. Significa saber o porquê está sorrindo, e, mais do que isso, sorrir pelo simples fato de querer fazer aquilo, não para se adaptar. 


É basicamente a mesma coisa que acontece com a palavra. Ontem, dia 22 de outubro de 2013, fui questionado por uma aluna sobre o porquê eu disse que era tímido sendo que, para ela, eu não parecia nem um pouco. É então que, de imediato, lembrei daquela frase, acredito que seja do Shakespeare - peço perdão se não for - que diz o seguinte:

"O sábio fala porque tem o que dizer. O tolo porque tem que dizer alguma coisa."

Em poucas palavras, até porque a realidade é que ela não estava esperando uma resposta séria, eu interpretei essa frase e disse:

- Alguns falam porque precisam se mostrar alegres, abertos e sem vergonha, esses são os tolos, precisam dizer alguma coisa para se sentir igual. Existe também aqueles que escutam e, se sentirem que podem completar alguma coisa, falam. Esses são os ditos sábios, falam porque tem o que dizer.


Acredito que cheguei onde pretendia desde o início. Na irrealidade que temos, hoje, em sorrir. Respeito não se fala, se mostra com o silêncio. A vida não nos obriga a gritar sobre quem somos ou o que pensamos, isso quem faz é as pessoas. A vida nos exige a atitude. Quer mudar? Mude. Quer fazer? Faça. Quer correr? Então corra o mais rápido que puder. Mas nunca deixe de olhar para os lados e, se precisarem te contar algo, aceite aquilo, ajude dentro do que você sabe e, se acha que não sabe nada, pare e pense sobre o nada. Pensar sobre coisas que não chegam à lugar nenhum, pode não ter uma conclusão, mas o caminho até você perceber isso vai te enriquecer muito e é justamente isso que seus "irmãos" precisam. 

Ame sorrir, mas nunca o faça pelo nada. Dê valor aos seus detalhes e se sinta no dever de passar adiante. É exatamente isso que queria fazer nesse humilde texto e, para aqueles que ainda acreditam que estou falando sobre, literalmente, o sorriso, procure urgentemente um dentista.

Emerson Teixeira Lima



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Arrugas ( 2012 )


 

Arrugas, ou "Rugas", é uma animação espanhola dirigido pelo Ignacio Ferreras que, em 2002, fez um curta metragem encantador, de 3 minutos, chamado "How to Cope with Death", onde temos uma vovó combatendo - literalmente - a morte. A senhora está dormindo, então a "caveira" chega atrás dela e, de repente, ela começa a dar chutes e socos e, por fim, vence mais essa luta. Fica claro que outras lutas virão assim como ficou claro, para mim, a capacidade/necessidade do Ignacio em falar sobre a velhice.


Em 2012 ele volta e diz aquilo que ficou subtendido em 2002, realiza uma animação poética. Não diria que é um filme para adultos. É um filme maduro para pessoas maduras. Pessoas que sabem que a vida acabará um dia. Que, mais cedo ou mais tarde, também estaremos no "altar de cima" e, nem sempre, chamaremos esse lugar de paraíso.

"Arrugas", baseado nos quadrinhos homônimos de Paco Roca, é um longa 2D que viaja através das rugas de Emilio. Um velhinho que acaba de chegar no asilo e, descobrimos ao longo, que este está nas fases iniciais de Alzheimer. Ele faz amizade com Miguel, um senhor simpático e inteligente que já se acostumou com a vida naquela prisão - como o mesmo brinca logo nas cenas iniciais.


Miguel ajuda Emilio na adaptação, mostra os lugares e, principalmente, apresenta para ele outros vovôs e vovós. Mas, o que mais chama atenção, é a sutil reflexão que o longa tráz sobre a morte. E a morte, da qual me refiro, não é o último suspiro. É a morte do esquecimento. Do existir sem se lembrar, do existir e, aos poucos, se apagar.

Emilio está na fase inicial de Alzheimer e luta para não chegar ao "andar de cima", onde todos os velhinhos já chagaram ao estágio "final". Andar de cima é o lugar onde você não tem controle sobre o corpo e, muito menos, sobre sua própria vida. Agora, o mais interessante, como é viver sabendo que seu dia chegará?



Um dos filmes mais fortes que eu já assisti. A dor que eu senti - e não quer dizer que não gostei do filme - é maior do que em "Amour", do Haneke. Eu tenho 18 anos e a velhice é algo que, estranhamente, não passa pela minha cabeça. Penso sobre a morte e já é difícil acreditar que isso é real. Mas, por algum motivo, não tinha pensado em morrer existindo, digo, não me enxergava nessa situação. Então a oportunidade que o filme me deu é me colocar nessa situação. A realidade - óbvia, muitas vezes - chegou até mim de uma forma muito forte. 

Ao contrário do que muitos podem pensar, a animação não é triste. Isso se deve aos fatos engraçados, a leveza dos traços etc. O diretor é extremamente feliz em fazer do filme um asilo. Um ambiente triste, confuso mas, ao mesmo tempo, rico. 


A chegada do Emilio é de se lembrar eternamente. Ele está inseguro com a novidade de se estar em um lugar desconhecido e, então, essa sensação o faz lembrar - e vemos esse flashback - dos tempos de escola, da primeira aula. Ou seja, esse personagem passou a vida inteira no controle, instruindo os novatos no trabalho... O que faz com que o tempo de escola - infância - e o asilo - velhice - se conectem.

Seria impossível destacar todas as cenas marcantes para mim. O potencial do filme está justamente nos detalhes. Os personagens secundários do asilo, por exemplo, são lindos. Cada um tem uma história que completa a ideia geral do longa. Há, citando alguns exemplo, uma senhora que guarda todos os lanchinhos que ela recebe. E, antes disso, sabemos - por meio de fofocas - que ela tem 50 netos mais só um vai visitá-la. Ele a visita então no natal e descobrimos que ela guarda os docinhos para ele. O garoto, por sua vez, é jovem e está ali obrigado. Tratando-a então com falta de educação mas a vovó continua feliz da vida - talvez por se sentir útil e ainda capaz de "comprar" docinhos para seus netos. Uma cena que me marcou muito, mostra em alguns minutos o que certos filmes não conseguem em 3 horas.


Temos, ainda, um casal. O vovô está no tal "estágio final" mas ele não sobe para o andar de cima pois sua mulher, uma vovó que tem saúde, cuida dele o tempo todo. Só que problemas acontecem e os dois tem que subir, pois o estado dele piorou. No mesmo momento vemos a imagem deles sumindo e vamos conhecer a história dos dois. Eles se conheceram quando crianças, a menina brincava com outras garotas quando é abordada por um garotinho.

- Namore comigo?- Ele disse
- Só se você me trazer uma nuvem! - A garotinha afirma. Sabendo que é impossível enquanto as outras garotinhas dão risada ao fundo.

É quando o garoto, inocentemente, começa a pensar em como fazer aquilo. Vai correndo chamar ela, a leva para o sino da igreja e ambos conseguem ficar no "meio das nuvens".




E é isso. Histórias todos temos. Velhos todos ficaremos. E no andar de cima, todos ficaremos. O que fica é histórias. Feitos e possibilidades. Nade na piscina da vida e sinta o que o outro tem a dizer. Compartilhe seus medos e cuide do seu amor. Não tenha medo. Viva e compartilhe, se torne imortal.

Emerson Teixeira Lima


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

#03- Assisti na Semana



A jovem e decidida Mayumi entra para o Convento de St. Clores a fim de elucidar todo o mistério por trás da morte de sua mãe, uma antiga freira do local. Atividades nada condizentes com as normas da igreja tem lugar no convento e a garota logo se verá em apuros neste antro de perdição.

Esse é um dos clássicos do Nunsploitation. "Do inglês, “nun” é freira. Já “sploitation”, é oriundo do termo “exploitation”, que significa exploração, apelação...". Assim como o nazisploitation, com filmes como "Ilsa, She Wolf Of The SS" e "SS EXPERIMENT CAMP", esse subgênero ficou mais conhecido na década de 70.

Blasfêmia, tosquice e, claro, peitões!!!! Esse filme tem de tudo, padre estuprador, freiras lésbicas, vingança. Enfim, depois de assistir esse filme, passei a imaginar as coisas sagradas que rolam no convento. Eu só achei o começo do filme um pouco derrubado, mas depois quando começa as revelações, torturas e sangue falso fica muito bom!

Nota 3/5


Não Adormeça ( 1982 )

O filme tem foco em uma família suburbana americana com três filhos: um garotinho, Kevin, e duas garotas: Jennifer e Mary. A primeira, mais velha, morre em um acidente de carro. Uma tragédia que faz com que a família se mude para outro lugar. Todavia o fantasma da garotinha retorna e aparece para sua irmã Mary. Ela diz estar muito triste e irritada, já que seus pais, sua avó e seu irmão não se lembram mais dela e que apenas Mary ainda a ama. E pra demonstrar esse amor, Jennifer pede um favor para Mary para que só assim possam ficar juntas pra sempre.

Indicação da querida Angélica Hellish, do Cinemasmorra. Eu assisti de madrugada e o sono foi embora rapidamente. De quebra lembrei que já tinha visto cenas, quando criança, na TV e, claro, depois fiquei com muito medo.

"Don't Go To Sleep" fez muito sucesso na televisão e a maldita Jennifer já botou medo em muita gente. A história é muito bacana, tem todo um mistério a ser revelado e, enquanto isso, Mary vai ficando meio possuída, matando gente. Ou seja, típico filme dos anos 80, com crianças estranhas que botam medo - dublagem trash - e final com muitos gritos e dá-lhe "mamãezinha", "mamãezinha"...

Nota 3/5


O Sistema ( 2013 )

A funcionária de uma empresa de inteligência tem como tarefa se infiltrar em um misterioso grupo anarquista, conhecido por atacar grandes corporações. No entanto, sua lealdade é testada quando ela começa a apresentar sentimentos pelo líder do grupo.

Anotem esses dois nomes: Zal Batmanglij e Brit Marling. Anotado? Continuando... Depois do ótimo "Sound of my Voice", um Thriller espetacular que leva ao limite o tema sobre a manipulação, a dupla Zal Batmanglij e Brit Marling nos apresenta, nesse ano, "O Sistema". O filme é, basicamente, uma extensão da ideia do primeiro citado, tem infiltração e manipulação, mas ainda consegue, brilhantemente, se diferenciar e abordar o mesmo assunto sobre uma nova posição.

Tenso, extremamente tenso. Eu diria que chega a ser provocante. Alguns momentos ali é libertador, pois a ideia do grupo se torna, ao longo, tentador. E é justamente essa a questão. A visão que temos sobre o que acontece é a mesma que a personagem principal está tendo sobre aquela nova vida, que fora imposta. 
Além dos já citados, destaco também a atuação do Alexander Skarsgård que, em 2013, além desse, participou de outro filmaço "Pelos Olhos de Meisie".

Nota 5/5

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O Solar Maldito ( House of Usher ) - 1960


Philip Winthrop viaja até a Casa dos Usher, uma desolada mansão circundada por um pântano, para se encontrar com a noiva Madeline Usher que conhecera em Boston. Madeline é irmã de Roderick que se opõe ao relacionamento dos dois, alegando que a família é possuidora de uma maldição sanguínea que leva todos os membros à loucura. Philip não se conforma e quer que Madeline vá embora com ele mas o amor dos dois está condenado.

Esse é um dos melhores filmes da dupla enigmática Roger Corman e Vicent Price. Os dois, juntos, fizeram várias adaptações dos livros do Edgar Allan Poe e, ao meu ver, todos são excelentes. Destaque especial para o "A Mansão do Terror".

Roger Corman é um Deus - ou seria diabo? - de muitos outros diretores famosos hoje em dia. Além do mais, ele lançou vários atores e diretores ao estrelato, dentre eles: Robert de Niro, Jack Nicholson,  Francis Ford Coppola, Jonathan Demme etc.

Produziu mais de 400 filmes ao longo da carreira, utilizando várias vezes o mesmo elenco, cenário, enfim, ele era um grande mão de vaca que sabia exatamente o que fazia com o seu dinheiro. 


O filme, baseado em um livro do Edgar Allan Poe, começa com o jovem Philip - interpretado pelo Mark Damon, no auge da sua beleza - chegando até a mansão dos Usher. Começamos então com o primeiro ponto positivo do longa: o cenário. A teatralidade, aliada com os detalhes da mansão, como objetos, por exemplo, reforçam o clima fúnebre que permeia o lar daquela família sinistra.

Philip é atendido pelo mordomo, cujo personagem não existe na obra literária, e este conta que Madeline está muito frágil - inclusive essa palavra vai se repetir ao longo - e o manda embora. Mas o rapaz, depois de insistir, acaba entrando. A mansão é típica de filmes de terror, enquanto o Philip caminha pela casa a trilha sonora vai subindo e cria-se, então, um clima tenso, o que é muito bom, pois essa eficiência continua até o final do filme. Nenhum momento se torna cansativo ou enrolado, tudo é muito bem distribuído nos 76 minutos do longa.


Na primeira aparição do Roderick Usher ( Vicent Price ), ele já deixa claro a sua fragilidade e da sua irmã também. Então o filme inteiro vai investigar essa questão do "que raios se passa com essa tal família condenada?". Levando-nos ao limite quando o mesmo Roderick, que possui a vida da irmã na palma da mão, solta a frase "Somos a praga do diabo".

O Solar Maldito é grande filme de terror/suspense, daqueles de dar orgulho. Muito bem realizado, atuações convincentes, prende a atenção até o final. Enfim, merece ser descoberto. Traz a obsessão do irmão para com a irmã ao limite, possibilitando-nos inúmeras interpretações sobre o que, de fato, acontecia naquela casa macabra.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

#02- Assisti na Semana


Man of Tai Chi ( 2013 )

Um jovem praticante de artes marciais deixa de lado sua vida pacata vida em Pequim para disputar o campeonato Wulin Wang. O que ele não esperava era ter que lidar com o submundo da cidade para proteger o legado de seu local de nascimento, Ling Kong Tai Chi. Adoro cinema

Já digo logo que é um colírios aos olhos daqueles que, assim como eu, amam filmes de artes marciais. Cenas de lutas maravilhosamente coreografadas, não é a toa que Keanu Reeves - fazendo aqui seu primeiro trabalho como diretor - contou com a ajuda do coreógrafo mestre Woo-ping Yuen. 
Terminei de assistir esse filme e fiquei feliz da vida, filmaço, nem a luta final com o Keanu todo enferrujado desviou minha atenção.

Nota 4/5


É o Fim ( 2013 )

Durante uma festa na casa de James Franco, Seth Rogen, Jay Baruchel, Emma Watson e outras celebridades deparam-se com o apocalipse. Na trama, seis amigos estão presos em uma casa em Los Angeles, enquanto catástrofes acabam com o mundo do lado de fora. Eles precisam descobrir porque foram deixados para trás e como vão enfrentar o apocalipse. É assim que eles vão descobrir o verdadeiro significado da amizade e redenção. Filmow

"This Is The End" é uma delícia, filme de amigos para amigos. Eu ousaria dizer que poucas vezes no cinema, o fim do mundo foi tão bem explorado. Fazer humor com um tema que assusta muitos não é fácil. E aqui eles jogam na cara mesmo, o bonzinho vai para o paraíso e o resto sofre com o diabo na terra. Enfim, uma surpresa agradável, filme engraçado, inteligente e em nenhum momento é forçado.

Nota 3/5


A Parede ( 2012 )

Uma mulher faz um passeio com um casal até uma cabana de caça nas montanhas. Pela noite, os amigos ainda vão visitar o bar situado numa aldeia do vale, mas a mulher fica em casa com o cão. Na manhã seguinte, o casal ainda não chegou à casa e a mulher põe-se a caminho da aldeia, se deparando com algo inimaginável. Existe uma parede invisível que a separa do resto do mundo e atrás da qual parece não existir vida. Agora a mulher é obrigada a sobreviver na floresta, sozinha com um cão, um gato e uma vaca. Escreve os seus pensamentos, preocupações e necessidades num caderno, que talvez ninguém voltará a ler. Filmow

Depois de Amour, a Áustria deve entrar na briga novamente no próximo Oscar com esse "A Parede". O filme é belíssimo, baseado em um livro da escritora Austríaca Marlen Haushofer que, por sinal, fiquei morrendo de vontade de ler - mesmo sabendo que, por enquanto, é impossível.

Bem, a parede invisível é, assim como eu imaginava, uma metáfora linda sobre o isolamento. Frau, vivida pela atriz Martina Gedeck, reflete o filme inteiro sobre o "estar sozinho" e, com o passar do tempo, percebe o quão precisa do outro. Encontrando refúgio nos animais que adota - uma vaca, dois gatos e um cachorro - um dos melhores momentos do filme é quando a personagem fala sobre um corvo que fica perto da sua casa todos os dias. Um corvo branco anda com os outros corvos, mas sempre se mantém afastado, e, ela evidentemente se identificando com aquela situação, diz que tem esperanças de que, um dia, ele encontre outro corvo branco, para que possam ficar juntos.

A "parede" a impede de viver, o desespero é real e, a única forma de amenizar isso, é escrevendo. Mas, no final, as folhas se acabam e ela deixará de existir.

Nota 5/5


Torched ( 2004 )

Deanna tem tudo: inteligência, beleza e uma promissora carreira de enfermagem. Mas um encontro casual que leva a um estupro cicatrizes transforma a vida perfeita de Deanna em um pesadelo perfeito. Agora, como Deanna perde o controle sobre a sanidade, ela tem apenas um objetivo: encontrar os bastardos doentes que prejudicou ela e mostrar-lhes o doente realmente significa. Com uma variedade de armas poderosas à sua disposição - incluindo um maçarico em chamas - A vingança de Deanna será servido um prato quente que o inferno! Filmow

Existe muitos filme onde a mulher é estuprada e, depois, parte para a vingança. " A Vingança de Jennifer" e "A Cruel Picture" são dois grandes exemplos. Eu sempre gostei de filmes com essa temática e, por isso, fiquei curioso em assistir esse curta. Mas me decepcionei bastante, muito mal feito, a atriz tem a qualidade de uma pedra...
Me pareceu muito bobo e mal feito. E certamente esquecerei facilmente desse curta.

Nota 1/5

domingo, 29 de setembro de 2013

#01- Assisti na Semana


Guerra Mundial Z ( 2013 )

Um oficial das Nações Unidas, dez anos após vitória da humanidade contra a epidemia que transformou todos em zumbis, relata os acontecimentos enquanto escreve seu livro. Baseado em obra de Max Brooks. - Cineplayers

Confesso que assisti esse por causa do ator principal. Há muito tempo eu perdi o interesse em filmes de zumbi - principalmente pela mesmice - mas, aqui, esse problema é resolvido. Se anos atrás tivemos um filme que explorava o lado cômico dos mortos vivos ( Zumbilândia ), Guerra Mundial explora a correria, ação desenfreada, cenas tensas etc. Enfim, é um ótimo filme de ação que se sustenta, também, pelo talento do Brad Pitt que, para mim, é um dos maiores atores da atualidade.

Nota 4/5


Bling Ring - A Guangue de Hollywood ( 2013 )

Inspirado em fatos, conta a história de um grupo de adolescentes obcecadas pela fama, que vasculha a vida de celebridades com o intuito de invadir e roubar suas casas.- Cineplayers

Sou um eterno apaixonado pela Sofia Coppola. Adoro a ousadia do trabalho dela, a exploração do vazio, do adolescente e, principalmente, do olhar daqueles que não tem voz. Sou fã de outros diretores que abordam esses temas como, por exemplo, o sueco Lukas Moodysson que fez "4-Ever Lilya", "Fucking Åmål", "Um Vazio no meu Coração" etc.

Em "Bling Ring" Sofia continua falando sobre o jovem mas, dessa vez, levanta a reflexão sobre a fama. A "gangue" não rouba para ter, mas sim para se sentir. E, por meio dos sorrisos, somos convidados à observar as necessidades de cada um. 

Obs: Emma Watson, parabéns.

Nota 4/5 


Monstros ( 1932 )

Em um circo de atrações bizarras, a linda trapezista Cleopatra é cortejada pelo anão Hans, mas o rejeita até descobrir que este herdou uma fortuna. Seu plano, forjado com o amante Hercules, é casar para depois envenenar o pequeno, mas logo a armação é descoberta e os diferentes se unem pela vingança. - Cineplayers

Clássico dirigido por Tod Browning. Esse filme ficou pouquíssimos dias em cartaz e, depois de décadas, foi redescoberto e, hoje em dia, é considerado um Cult. O filme usa, como atores, pessoas com deficiência - tudo real e sem maquiagem - e se pegarmos a época de lançamento, veremos que ainda existia um pensamento primitivo sobre as pessoas "especiais". Seres do diabo, bichos, enfim. 

Sendo assim, Monstros é um salto muito grande. Tirando a parte histórica, temos um bom drama que, no seu final, se transforma em um terror. O que importa realmente é a coragem de realizar um filme que, até hoje, é considerado por muitos - por mim também - um dos filmes mais bizarros que existem.

Nota - 5/5



sábado, 28 de setembro de 2013

Thongsook 13



"O que era para ser um final de semana incrível entre amigos, se transforma em um terrível pesadelo após uma brincadeira impensada que acarreta consequências horríveis."

Thongsook 13, lançado esse ano, é um terror tailandês. Digirido pelo Taweewat Wantha, que fez, anteriormente, uma ficção científica chamada "Sars Wars" (?).

O filme começa com uma garotinha na enfermaria da escola, ela está deitada na cama e, ao lado, tem um garotinho olhando para ela. Os dois batem um papo até que ela revela que gosta de um programa de terror, que passa na Tv. O menino pergunta se ela não tem medo, ele se mostra um cagão e, sem um motivo aparente, pergunta para ela se está interessada em ver um fantasma de verdade.


Um início muito legal para um filme de terror. Já percebemos, inclusive, que o filme é de baixo orçamento mas, em nenhum momento, compromete a história. Aliás, para um filme tailandês, eu até diria que é muito bem produzido. 


Na verdade, esse filme não me deu medo, nem me deixou tenso. Porém a forma que é construído a história do grupo de amigos, que acabam sacaneando o garoto do início do filme, é muito interessante. No fim, se torna um bom passatempo e, no final, ainda tem uma "surpresa" perturbadora.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Prima desejada



Uma forte e recíproca atração física desde a infância entre Enzo e sua prima Ágata caracteriza a história contada neste filme italiano. Ao mesmo tempo um terceiro personagem, Nini, outro garoto de mesma idade, participa do enredo que enfoca o crescimento do trio até a vida adulta.

"La Cugina", dirigido por Aldo lado, é uma comédia, italiana, com um toque especial de erotismo. Realizado em 1974, o filme abusa das expressões exageradas e, até por isso, não se torna cansativo nas repetidas cenas de sexo - leia-se homens tocando nos peitos das mulheres.


O filme começa mostrando os dois primos se conhecendo melhor, em uma cena muito interessante onde Ágata - até então uma adolescente - fala sobre o desenvolvimento dos seus seios e permite que o primo os toque, soltando a seguinte frase:

"Você é o primeiro homem que toca neles"

Bem, tirando algumas cenas hilárias, eu achei o filme fraco. Assisti pensando que seria tão legal quanto Malícia, por exemplo, mas logo nos primeiros minutos percebi que ia ser completamente diferente.

Sustentado brilhantemente pelo carisma de Massimo Ranieri e a beleza estonteante da Dayle Haddon, "A Prima Desejada" é um filme divertido que tem, como melhor cena, o final, quando - finalmente - os dois primos fazem sexo perante uma situação nada amistosa. 


Curiosidade: A trilha foi composta, editada e executada por Ennio Morricone, mas não espere nada magnífico.




terça-feira, 10 de setembro de 2013

Rubem Alves - O professor de espantos





Até que ponto estamos dispostos a abandonar tudo o que conquistamos para viver novas experiências? E até onde conseguimos ir quando o caminho exige priorizar coisas tão esquecidas no mundo atual como a beleza, a poesia, a arte e a capacidade de aprender com olhos de criança? 

Para o escritor, educador, teólogo e psicanalista Rubem Alves, transpor esses limites é um desafio que se impôs desde a infância e que ele sempre aceitou, sem medos. 

No documentário "Rubem Alves -- O professor de espantos", conhecemos um pouco da vida deste educador: seus sonhos, ideias e realizações e também as interrogações diante do envelhecer. Considerado um dos maiores pensadores contemporâneos da educação no Brasil, o "jardineiro" Rubem Alves semeia ideias tão "revolucionárias" que acabam, por um lado, provocando a crítica e o desprezo de muitos setores da intelectualidade brasileira e, por outro, conquistando a cumplicidade de todos os que são apaixonados pela Educação. "Rubem Alves, o professor de espantos" tem direção de Dulce Queiroz e compõe mais um episódio da série Memórias, da TV Câmara.

FICHA TÉCNICA

Direção e Roteiro: Dulce Queiroz

Produção: João Gollo

Produção Executiva: Dulcídio Siqueira Neto

Imagens: Cícero Bezerra e Claudio Adriano

Edição e finalização: Guem Takenouchi

Animação: Tiago Keise

Coordenação de Produção: Santiago Dellape

Auxiliar de cinegrafista: Misael do Rosário

Pesquisa: André Bergamo e Dulce Queiroz

Trilha Original: Alberto Valerio

Realização TV Câmara 2012


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